Costura é um "estado de espírito"

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Nunca me interessei em aprender a costurar roupas e das poucas vezes que precisei fazer isso, foi para fazer uma barra de calça e pregar o botão de uma camisa. Admiro quem tem a arte de moldar, cortar, medir e costurar. Colocar a roupa, se olhar no espelho e ficar satisfeito em confeccionar sua própria peça.

Esses dias, inventei de querer fazer alguns caseados nas minhas camisas de uniforme. Tive essa ideia porque a distância entre um botão e outro é muito grande (abrindo os espaços e fazendo aparecer o sutiã). Comprei botões idênticos ao da camisa e lá na loja de armarinhos já imaginava como as camisas ficariam depois de prontas.

Como a Janome tem a função caseado, iria economizar uns trocados sem precisar levar as camisas à costureira. Treinei em uns retalhos antes de casear as camisas e me assegurei de que daria tudo certo.

Infelizmente após duas tentativas, quase estraguei a camisa. Na primeira, o caseado não ficou no local certe e tive que desmanchar. Já na segunda e última, o tecido não correu embaixo do calcador e a linha puxou, franzindo o tecido.

Muito frustada, desliguei a máquina e fui para o sofá tentar "salvar" meu erro. Com a ajuda do abridor de caseado consegui tirar a linha, mas mesmo assim, puxei alguns fios da camisa. Sem pensar em tentar costurar outra vez, coloquei as camisas e os botões numa sacola, levei-as para o trabalho e pedi para uma colega do trabalho entregá-las para sua a avó que costura roupas há anos.

Pode ter sido a falta de experiência, a máquina de costura que não colaborou ou o tecido que "quis" engatar no calcador. Ou também, algumas coisas que deram errado no meu dia foram passadas para a costura. Tenho isso comigo para tudo que vou fazer - seja no preparo de um prato, na hora de degustar um alimento, me maquiar - e com a costura é a mesma coisa. Se não estou bem, as coisas não saem bem... 

Amanhã as camisas ficam prontas. Estou ansiosa para ver como ficaram. 

Minha rotina de todo dia


Rotina todo mundo tem e acho que ela é fundamental para criarmos o hábito do 'saber fazer'. 


Algumas amigas que entraram para o 'Clube das Casadas' neste ano me perguntam como concilio a vida profissional, a casa e o marido. Digo a elas que as coisas se ajeitam com o tempo, tudo é adaptação e se temos uma rotina, nossas tarefas ficam mais fáceis e consequentemente executamo-as de olhos fechados. E independentemente de colocar a roupa para bater pela manhã ou à noite, seguir uma linha de tarefas é mais fácil para colocar a vida em ordem.

Um pouco do meu dia a dia:

6h30 - Acordar, ir de olhos fechados para o banho e tentar acordar embaixo do chuveiro. Na cozinha o esposo dá a ração para a Pequena, prepara o café e coloca a mesa;
6h45 - Colocar a calça, uma camiseta simples, enrolar a toalha na cabeça como se fosse um turbante e preparar a bolsa da academia;
7h00 - Tomar café e conversar com o esposo sobre nossa noite: quem roncou mais, como foi o sono, se dormiu bem e sonhou com o quê;
7h15 - Passar nossas camisas, escovar os dentes, pentear o cabelo, passar protetor solar, perfume e batom. O esposo neste momento leva a Pequena para passear;
7h30 - Fazer a marmita de bolachas integrais, iogurtes e frutas. Colocar a camisa, pegar as bolsas, fechar a porta e voltar a abrir porque esqueci o celular;
8h00 - Chego no trabalho;
18h00 - Sair do trabalho, enfrentar o trânsito e chegar na academia faltando 10 minutos para a aula de Jump (que começa às 19h);
19h30 - Ir para a musculação e fazer toda rotina de exercícios com o fone no ouvido, focada para não dar tempo de ter conversa e quebrar o treino;
20h30 - Chegar em casa, pendurar a bolsa na cadeira, dar 'oi' para o esposo e para a Pequena, tomar banho e vestir uma roupa confortável;
20h45 - Fazer um lanche com o esposo e conversar sobre o nosso dia;
21h00 - Começar a fazer a janta (que também é o almoço do esposo) e enquanto a carne está cozinhando, separo as roupas e coloco para bater;
21h30 - Guardar as comidas em potes, espiar a novela ou algo que está passando na TV e terminar de limpar toda cozinha;
22h00 - Tirar a carne do congelador e colocar na geladeira, estender as roupas e guardar as coisas que estão espalhadas pelo apê;
22h30 - Sentar no sofá com o esposo e a Pequena, me inteirar das redes sociais, ler meus e-mails e jogar no celular;
23h00 - Escovar os dentes, passar meus cremes e deitar na cama para ler um pouquinho;
23h30 - Sinto o esposo deitar na cama, damos boa noite um para o outro e pegamos no sono.

06h30 o celular toca e começa tudo de novo...

No meio disso falo com minha mãe, vou ao banco na hora do almoço, ao supermercado, assisto minhas séries e filmes e também tiro um tempinho para costurar. A faxina pesada (passar pano, tirar o pó, arrumar os armários e gavetas, limpar os vidros e os eletros) eu e o esposo fazemos na sexta-feira à noite ou no sábado. No decorrer da semana, o Fred passa o aspirador de pó quando chega do trabalho e me ajuda bastante com os afazeres domésticos: tira o lixo, seca a louça, recolhe e dobra as roupas, faz a pipoca para o nosso filme e prepara chá para mim quando já estou deitada.

E assim a gente vai vivendo, um dia de cada vez... 

Viva o xixi!

Você conhece alguém que ficaria feliz por seu cachorro fazer xixi dentro de casa? Para a maioria dos donos isso é péssimo, não é? Mas para mim está sendo o maior alívio.

Hoje vou contar porque o xixi da Pequena virou uma alegria aqui em casa.



Pequena sempre foi uma 'cachorra de apartamento'. Quando a adotamos, ela morava numa sacada grande e sua dona comentou que os passeios na rua não eram frequentes devido a falta de tempo. Assim que ela foi morar conosco (só a adotamos porque íamos morar em uma casa), criamos o "errado" hábito de sair com ela pela manhã e à noite para fazer as necessidades. Contudo quando apurada, ela fazia xixi no local determinado por nós.

Um ano morando num quintal grande e tendo bastante lugar para fazer o número '1' e o '2', Pequena só ia para rua quando era pra passear. Quando voltamos para Itajaí, combinamos que os passeios dela deveriam acontecer pela manhã e à noite para que ela não sujasse o apartamento. Com o passar dos dias, percebemos que este 'trato' não foi uma boa pois em dias de chuva, Pequena não fazia xixi e cocô dentro de casa. Vendo que ela ficava "apertada", muitas vezes fomos para a rua na chuva e na volta para casa, o secador de cabelo era o seu melhor amigo.  

As tentativas para que ela fizesse xixi ou cocô dentro de casa foram muitas: jornal, tapetinho higiênico e muita conversa com a própria Pequena. Procurando algo na internet que falasse sobre o assunto, encontrei uma postagem no blog Mãe de Cachorro e passei a adotar o método sugerido. Dias atrás ao abrir a porta do quarto, a lagoa de xixi estava no meio da sala. Com muitas palmas, voz infantil e petisco, eu e o esposo fizemos uma festa para a Pequena. Sem entender e meio desconfiada, ela balançava o rabo mas acabava voltando para a caminha, com medo que brigássemos por ter suja do a sala.

A partir deste dia, das vezes que ela conseguiu fazer xixi (sempre no mesmo lugar) a festa é garantida. 



Acho que a partir de agora os passeios em dias de chuva não vão mais acontecer. Embora tenhamos o "trabalho" de secar xixi com jornal e passar pano, nossa companheira não ficará mais apertada - assim espero. 
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