Oi berço!



Com a chegada dos 3 meses, mais uma mudança aconteceu na vida do meu pequeno. Percebi que o carrinho estava ficando pequeno e era a hora dele dormir no seu quartinho.

Henrique tirando uma soneca da tarde 

Desde que nasceu, o Henrique sempre dormiu no carrinho, que ficava bem do meu lado na cama. Por pura insegurança em não ouvi-lo chorar e devido aos pontos da cesariana e das mamadas frequentes, quis deixá-lo pertinho de mim.

Na última consulta com a pediatra, comentei que queria colocar o Henrique no berço. Ela disse pra tirar os protetores, deixar o berço livre e não usar coberta ou manta. 

Ainda com medo de não escutar quando ele acordasse, apesar dos quartos serem separados por apenas três passos, emprestei a babá eletrônica do meu cunhado. O dia 'D' foi na noite de segunda-feira 4 de abril (dia do meu aniversário). Realizamos a rotina normal com o banho quentinho, poucas luzes acesas, menos papo, muito carinho e embalo no colo, e logo que ele dormiu o coloquei no berço. Fui pegar no sono umas duas horas depois, pensado em como estavam as coisas por lá, mesmo assim não levantei da cama pra espiar meu bebê.

A madrugada foi como a de sempre, ele acordou quando sentiu fome, mamou e voltou a dormir. Usei a babá eletrônica apenas no primeiro dia. Pelos quartos serem próximos, consegui ouvir o choro do Henrique de maneira natural - a babá eletrônica pode ser importante quando há uma distância maior entre mamãe e bebê.

Essa é a segunda semana que o Henrique está em seu quarto. Tem dias que ele dorme de 3 em 3 ou de 5 em 5 horas. Algumas vezes ele está virado a 180º, mas é só colocá-lo na posição correta (de barriga pra cima e sem travesseiro), acariciá-lo e imitar o som do útero com a boca (shhhhh) que ele voltava a dormir...

Nos primeiros dias foi bem cansativo sair da cama quando ele acordava. Aliás, ainda acontece de eu acordar no susto, pular da cama e sentir uma fisgada nos pontos da cesárea. Ou quando estou embalada pelo sonho que foi interrompido e saio me esbarrando pelas paredes com um olho aberto e outro fechado para atendê-lo. 

Acho que os 3 meses é o momento certo para fazer essa transição para o quarto do bebê. Se demorasse mais um pouco, poderia ter mais dificuldade. Sei que há opiniões diferentes sobre este assunto, mas esse tempo do Henrique comigo no quarto foi a melhor escolha, para ele e para mim. 

Sono nosso de cada dia...

Um dos meus maiores prazeres é dormir. Sempre fui muito dorminhoca e com a gestação do Henrique coloquei a Bela Adormecida no chinelo. Ainda com meu bebê na barriga, comecei a me preocupar com meu sono pesado e prolongado, pois se ele acordasse ou chorasse poderia não escutar.

Só que a natureza é tão perfeita que antes do bebê nascer já prepara o corpo da mãe para a cria que está por vir; e meus sentidos começaram a aflorar para que o instinto materno esteja sempre em alerta. Nas madrugadas que o Henrique se mexia dentro da minha barriga, automaticamente eu acordava e mudava de posição. E na maternidade apesar de estar cansada pelo parto, se ele resmungava no bercinho, num estalo eu abria os olhos para atendê-lo. 

Desde que nasceu, o sono do Henrique é uma caixinha de surpresas. Nos primeiros dias de vida ele acordava bastante e os intervalos não chegavam a 3 horas. E voltando a falar que a cada dia tudo vai melhorando, um dos dias mais felizes foi quando ele dormiu 4 horas (estava com 47 dias). Com o início dos dois meses de vida, as 5 horas deram boas-vindas - lembrando que isso não é uma regra, hoje ele pode dormir 4 horas, amanhã 3 e voltar nas 5.

Na gravidez algumas pessoas me falaram: "Quando ele dormir, largue tudo e vá junto!". Como assim? Se teria roupinhas pra lavar e passar, cabelos e dentes para escovar?! Só com o cansaço diário "batendo à porta" por cuidar de um bebezinho, dar mamá e ainda receber as visitas, fui entender essa teoria.

Sempre que possível, tentamos seguir as rotinas para não atrapalhar o sono de todos, principalmente do Henrique. Com os horários mais regulares, consigo me alimentar melhor, arrumar a casa e cuidar do mim (tomar um banho rápido, passar um creme, ir ao banheiro). E ele apesar de ficar mais tempo acordado durante o dia, "conversa", sorri, fica no carrinho observando a mamãe fazendo alguma coisa e dorme com intervalos menores. Tudo isso é muito vantajoso e reflete no fim do dia, dando a entender que meu bebê já se tocou que a madrugada é feita para dormir.


Dia 19, me surpreendi com o Henrique: ele dormiu 8 horas seguidas! Foi a primeira vez depois do seu nascimento que dormi tanto. Fiquei tão empolgada que saí contando pra todo mundo - não deveria. Após esse dia, ele voltou a dormir de 4 em 4, 3 em 3 e raramente de 5 em 5 horas. 

O retorno da mamãe

Como queria escrever e contar como andam as coisas desde que oficialmente me tornei mãe. Dois motivos me impossibilitaram: o computador que estava na assistência e meu bebê que parecia adivinhar quando os dedinhos coçavam para vir até aqui.

Henrique nasceu no dia 29 de dezembro às 19h27. Após dois dias de fortes contrações, três idas à maternidade e apenas dois dedos de dilatação, o médico plantonista indicou e realizou a cesariana.



Recebi alta no dia 31. Ao sair da maternidade, desabei num choro misturado com vários sentimentos. Repassei a gestação inteira na cabeça, as idas às pressas naquele lugar, a chegada com as dores do parto, a espera para ir para a sala de cirurgia, ouvir o choro do Henrique e sentir seu corpinho nos meus braços pela primeira vez e como seria a nossa vida a partir daquele momento... Em companhia da minha mãe e do esposo, seguimos para nossa casa onde minha avó, irmão e a Pequena estavam a nossa espera. Passamos a virada do ano sentados do sofá com nosso bebezinho no colo.

Dia seguinte, uma forte dor de cabeça me surpreendeu e eu, pensando que só iria na maternidade apenas para retirar os pontos, às 21h deste mesmo dia, recebia a informação de que estava com cefaleia pós raqui e necessitava tomar soro com alguns medicamentos. A dor passou, mas por três dias tive zumbido na cabeça - parecia que estava dentro de uma caixa de abelhas.

Na primeira semana útil do ano, Henrique tomou as vacinas, fez o teste do pezinho, foi ao pediatra e eu retirei os pontos. Quando ele estava com duas semanas, fomos para a casa da minha mãe para apresentá-lo ao restante da família.

Com o passar dos dias, vamos nos adaptando a nova rotina de cuidados com o Henrique. Já sei distinguir se o choro é de fome, desconforto ou cólica. E como ele já passou o primeiro mês, os horários estão mais definidos quanto às mamadas e o sono.

Aos poucos nossa vida social está voltando... Já almoçamos no shopping, comemos pizza na casa dos tios nerds Aline e Jaco e jantamos com a tia Loreni numa cantina italiana. Sem contar as idas à farmácia, supermercado, padaria e os passeios de carro que a mamãe aqui solicita ao papai para olhar o mundo e não ficar tão entediada no apartamento.

Sendo pais de primeira viagem, tenho certeza que eu e o esposo estamos mandando muito bem. Apesar de ter uma certa experiência com bebê (quando meu irmão nasceu eu tinha 19 anos), os cuidados com o próprio filho é bem diferente em relação ao das outras pessoas, pois o "grosso", os choros, as noites em claro e todo contratempo que um bebê tem, fica exclusivamente com os pais.

Parece que foi ontem que estava indo para a maternidade. Henrique já está na 6º semana, com 45 dias de vida. Diariamente agradeço pela vida dele, por ser um bebê perfeito e cheio de saúde.

Seguindo a dica das mães da família e também das amigas, estou curtindo cada segundo, cada olhar dele pra mim, sorrisos, balbucios, gemidos e até os chorinhos - quero deixá-los eternamente gravados na memória.

Estou totalmente feliz e realizada! 

Reta final

Em uma semana tudo pode mudar. Na última postagem, escrevi que ainda estava trabalhando e tentando levar minha rotina normalmente para ocupar a cabeça. O que não esperava é que com o início das 38 semanas, fosse levantar a bandeira branca para o cansaço. A emoção me fazia continuar, sair de casa, ir para o trabalho, estar com pessoas, enfrentar o transito e fazer as tarefas de casa. Já a razão dizia: "Será que não é a hora de parar? Não está vendo que seus pés estão enormes, não tem mais roupa para usar e está parecendo um zumbi?!". 

Quando algumas colegas de trabalho me falavam para eu pegar licença e esperar o Henrique dar sinal em casa, comentava que não ia conseguir, que ficar "parada" me faria pensar em tudo e menos em descansar. Me enganei. Ao contrário, estou bem tranquila e sossegada. Como nas madrugadas acordo várias vezes para fazer xixi, tiro uma soneca à mais pela manhã e após o almoço. Volta e meia faço alguma coisa em casa, descansando quando os pés, pernas e o barrigão pesam. E a história de querer trabalhar até o último dia e a bolsa romper no trabalho me fez repensar bastante - existem mulheres que conseguem, mas uma é diferente da outra e por mais que eu quisesse, meu corpo não estava mais dando conta e pediu para desacelerar. 

Hoje fazem três dias que estou em casa. Segunda-feira passei a tarde com uma amiga, tomamos um café e colocamos o papo em dia; ontem a faxineira veio e limpou o apartamento e à noite me encontrei com as amigas da universidade e hoje, comprei o presente de Natal do esposo. 

Em falar em Natal, as festas de fim de ano ficaram diferentes desta vez. Todo ano vamos para Antonina passar o Natal com minha família e no Ano Novo voltamos para Itajaí passar com a família do esposo. Por conta deste menino que carrego na barriga, não posso viajar, muito menos fazer planos de como será a virada do ano. O lado bom é que as tias e a avó do Fred chegaram de Brasília no fim de semana e amanhã será o primeiro Natal em que passaremos reunidos. Já minha mãe, padrasto e irmão, irão viajar - um momento só deles para se curtirem, repensar o ano e estabelecer novas metas. 

Estamos na espera do Henrique. Sinceramente não sei que dia ele virá. A única coisa que sinto é um frio na boca do estômago se ele der sinal quando estivermos fora de casa. O que já imaginei foi a hipótese dele ser o primeiro bebê de 2016, aparecer no Fantástico e ainda, nascer no mesmo dia que em que meu pai fazia aniversário... mas até lá temos alguns dias.

38 semanas e 5 dias (hoje)

9° mês

Último mês de gestação dando boas-vindas e até o momento estou tentando levar minha rotina normalmente para me manter ocupada. Trabalho das 8h às 18h, dirijo e ao chegar em casa realizo os afazeres domésticos, sem esforço e no meu limite. Algumas costurices também saem da máquina de costura: as fraldas do Henrique estão recebendo viés para dar um acabamento mais fofo e não desfiarem com as lavagens.



No quarto dele faltam alguns ajustes como quadrinhos, pendurar as bandeirinhas de tecido e colocar o jogo de lençol no berço. Os pacotes de fraldas estão separados por tamanho, roupinhas lavadas (as vovós Chris e Tonha fizeram questão dessa tarefa) e passadas (pela mamãe), malas da maternidade prontas e nessa semana, comprei algumas luvinhas, toucas, fraldas RN e cueiros. 

Junto com a ansiedade que tento controlar, os sinais de que logo logo ele estará nos meus braços "dão as caras". Os pés incharam muito, acordo umas três vezes na madrugada para fazer xixi, durmo praticamente sentada, sinto falta de ar e uma cólica leve e chata me surpreendeu ao iniciar a 36° semana. Com isso, segunda-feira foi meu último dia na hidroginástica. A vontade era de praticar até final da gestação, mas como ele deve permanecer por mais umas semanas na barriga, não quis arriscar que nascesse na piscina da clínica.

Já realizei os exames finais, entrevista com o anestesista, as vacinas estão em dia e semana que vem será a última ultrassonografia e consulta com minha obstetra. A partir daí, é continuar a curtir o barrigão e aguardar o Henrique dar sinal de quer chegar ao mundo.

Espero que a nossa ida à maternidade seja tranquila e que o esposo faça jus à serenidade que ele tem desde que o conheci. Dizem que na hora que a bolsa estoura os homens surtam, ficam apavorados e correm de um lado para o outro... tomara que com o meu isso não aconteça - #oremos!

Que tudo continue a dar certo no decorrer das últimas semanas e como dizem os antigos, "boa hora pra mim".
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